A borboleta de Rubem
Em meio às homenagens prestadas a Rubem Braga, o IMS convidou críticos, jornalistas e escritores para escolher os melhores textos do cronista. “A borboleta amarela”, de 1952, foi a crônica mais votada.
Votaram Humberto Werneck, Joaquim Ferreira dos Santos, Cora Rónai, Antonio Fernando De Franceschi, Augusto Massi, Sergio Augusto, Milton Hatoum e Antonio Carlos Viana.
Como de hábito nas crônicas de Rubem, o que motiva esse texto é um fato prosaico: a visão de uma borboleta amarela a voar pelo centro do Rio. O que ela mostra, na opinião do júri convidado, é um traço frequente na obra do autor mas que aqui aparece em sua plenitude: a capacidade de partir de um evento rotineiro para flagrar, sem derramamentos, o que nele há de espantoso, lírico, singular.
Em segundo lugar na votação veio “Aula de inglês”, de 1945. Em terceiro, empatadas, vieram “Homem do mar”, “Os amantes” e “Viúva na praia”.
Veja abaixo as crônicas escolhidas por cada um dos votantes:
Milton Hatoum: “Sobre o amor, etc.”, “A navegação da casa”, “Os amantes”, “Madrugada” e “A casa dos homens”
Sergio Augusto: “O mistério da poesia”, “A navegação da casa”, “A borboleta amarela”, “A Revolução de 30” e “A mulher esperando o homem”
Antonio Carlos Viana: “O conde e o passarinho”, “Não mais aflitos”, “A visita do casal”, “A que partiu”, “Uma senhora de sorriso triste” e “Um cartão de Paris”
Humberto Werneck: “A primeira mulher do Nunes”, “Aula de inglês”, “Desculpem tocar no assunto”, “Sizenando, a vida é triste” e “Viúva na praia”
Joaquim Ferreira dos Santos: “Os amantes”, “Aula de inglês”, “Meu ideal seria escrever”, “Homem no mar” e “A borboleta amarela”
Cora Rónai: “Homem no mar”, “Aula de inglês”, “Mestre Aurélio entre as palavras”, “A borboleta amarela” e “O motorista do 8-100”
Antonio Fernando De Franceschi: “Caçada de paca”, “A borboleta amarela”, “Ai de ti, Copacabana”, “Ao respeitável público” e “Dois escritores no quarto andar”
Augusto Massi: “Sentimento de mar”, “Árvores”, “Lembrança de um braço direito”, “Madrugada”, “Viúva na praia”, “Marinheiro na rua” e “A mulher que ia navegar”



























3 comentrios para "A borboleta de Rubem"
É com grande alegria que vejo a publicação do Cadernos de Literatura Brasileira sobre o nosso cronista-mor. Sou autor de dois livros sobre ele: Caçador de ventos e melancolias: um estudo da lírica nas crônicas de Rubem Braga (Edufba, 2001) e Rubem Braga, um escritor combativo: a outra face do cronista lírico (em análise por uma editora nacional). Gostaria de saber como posso comprar um exemplar para mim e, se possível, obter a doação de dois exemplares para a biblioteca do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, onde ensino e desenvolvo um projeto de pesquisa na área de jornalismo literário.
Aproveito a oportunidade para louvar os brilhantes autores, acima referidos.
sds, Carlos Ribeiro
Esqueci de dizer: o comentário feito por mim tem como objetivo apenas parabenizá-los pela homenagem ao Rubem Braga e para possibilitar-me a aquisição do “Cadernos…”, não aspirando ser publicado.
Em primeiro lugar, parabéns ao IMS pela primorosa publicação. Fiquei feliz (e honrada) ao ver três pesquisadores da obra do “velho Braga” (Ana Karla Dubiela-CE, Carlos Ribeiro- BA e Girlane Florindo-RJ) citados nas referências bibliográficas! E principalmente por ver o mestre, finalmente, ser reconhecido como merece.
Estou escrevendo meu terceiro livro sobre ele (minha tese de doutorado/UFF), no qual ele “bate um papo” com o flâneur de Walter Benjamin… Creio que RB daria boas risadas se soubesse que suas crônicas erstão sendo estudadas na academia.
O Caderno de Literatura é uma indicação imperdível para os amantes da leitura, da crônica, da arte literária.
Parabéns a todos que contribuíram para o excelente resultado.
Ana Karla Dubiela
Jornalista e Escritora